29.9.09

Dá um certo medo fazer isso…

NOVO BLOG NO AR!!

O blog estava precisando de uns ajustes e resolvi mudar tudo….espero que gostem!

Vou ficar com saudades daqui, mas é para frente que se anda…

Bate o mesmo sentimento de um ano e meio atrás, quando comecei a escrever os posts:

“Será que vai dar certo?”

Clique aqui para descobrir…

BOA SORTE! (nunca teve tanto significado quanto agora)

30.8.09

Workshop de Flash no Rio…

WS OFF CAMERA FLASH 

Nos dias 19 e 20 de Setembro, haverá um encontro de cães pelas areias de copacabana…se você for carioca ou estiver aqui por perto, não deixe de participar!

Mudei ligeiramente a estrutura para dar mais conforto e melhorar a dinâmica do curso.

A parte teórica acontecerá de 10 às 13 horas do dia 19 de setembro, no estúdio Fábrica, em Copacabana.

Fabrício Mota e Rafael França começararm a fotografar na Rede Globo como estágiários e, como muita gente aqui, ficaram impressionados com as possibilidades e facilidades que os flashes dedicados oferecem. Logo após o término do estágio resolveram se juntar e montar o estúdio, fotografando, inicialmente, só com os “cães”. Achei que seria um bom ponto de encontro para todos nós, parte da experiência deles poderá ser conferida ao vivo.

Almoçamos em algum local perto e partimos para a praia, próximo da Pedra do Leme, a fim de realizarmos a parte prática do curso.

Os participantes serão divididos em 2 grupos, um usando o sistema Nikon e o outro o da Canon. Apesar de conceitualmente parecidos, cada sistema tem sua peculiaridade, como eles só usam Canon e eu Nikon, cada grupo acabará com atenção específica e constante.

Duas modelos estarão disponíveis, uma para cada grupo, e para evitar qualquer transtorno, contaremos com segurança particular na praia.

Começaremos com um flash remoto em manual e terminaremos com 4 deles simulando um estúdio portátil. Noções de iluminação, posicionamento e efeitos com gel e WB serão comentados a cada acréscimo de luz. Há uma ordem natural a ser seguida, a idéia não é produzir a foto do século, mas deixar vocês seguros no manejo do equipamento. Cada participante terá um tempo específico para clicar à vontade. 

Eu levarei os meus flashes e acessórios, Rafa e Fabrício o deles, mas é uma boa idéia que cada um de vocês traga o próprio equipamento.

Outra excelente idéia é marcar de alguma forma todo equipamento que vocês trouxerem, quando sapatas, flashes e acessórios idênticos começarem a se mexer para lá e para cá, vai ser uma confusão saber quem é o dono de cada coisa.

O Sol se põe, nosso encontro acaba, mas no dia 20, ao meio dia, voltamos a nos reunir no estúdio para acabar com as dúvidas restantes e analisar o material produzido por cada um.

A idéia é ser um final de semana instrutivo e divertido, garanta agora mesmo a sua vaga, são apenas 20 participantes.

Investimento por aluno: 2x R$ 200,00 (5% de desconto para pagamento à vista)

Interessado? mande agora mesmo um email para:

renato.miranda@tvglobo.com.br , com seu nome completo, telefones e tipo de equipamento, para a reserva de vaga.

ESTÚDIO FÁBRICA

Av. Nossa Senhora de Copacabana, 749/1004


Exibir mapa ampliado

Espero vocês lá! Boa sorte!

24.8.09

Não faça fotos, crie imagens!

Bernardo, Maria e Pedro

Em muitos posts eu comento sobre a possibilidade de “estabelecer relações” com a luz natural como uma das várias vantagens de usar um flash, mas acho que nunca consegui ilustrar todas as etapas do processo.

Alguns comentários que recebi mostram que algumas dúvidas interessantes ainda persistem, principalmente sobre medição da luz, e tive a chance de encontrar a situação perfeita para tentar eliminá-las na semana passada, durante uma pauta de divulgação do programa “Aline” da Rede Globo.

A gravação acontecia na praia de Copacabana, perto da estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, que vem sendo constantemente depredada desde que ali foi instalada (humm..rimou!…rsrrs…)

O que leva um imbecil a destruir uma escultura colocada em uma das praias mais conhecidas do mundo ainda é um mistério para mim, provavelmente deve odiar o Rio de Janeiro e ser incapaz de fazer uma rima simples, mas fiquei feliz em fazer fotos que seriam usadas em uma campanha de concientização da população.

Detalhe: a gravação acontecia às 5 da manhã e mesmo detestando acordar cedo, aquele nascer do sol me fez agracer a Deus por morar em uma cidade abençoada e simplesmente magnífica. Lotada de problemas, é verdade, mas magnífica!

Bom, voltando ao trabalho:

Ainda faltavam fotos que mostrassem os três protagonistas juntos e como o Sol subia rapidamente no horizonte, a gravação corria em ritmo frenético, tempo era tudo o que eu não dispunha. Aproveitei uma mudança de equipamento e a presença dos três atores na cena e corri atrás do meu retrato.

Uma dica rápida: acostume-se com o fato das imagens não existirem ainda, elas serão criadas por você.

A foto que existe na sua cabeça muitas vezes não está diante dos seus olhos e como sua câmera é bem menos sensível que o seu cérebro, sozinha ela não poderá te ajudar.

Quando você entende que sua câmera não passa de uma ferramenta limitada, aprende que as infomações que ela fornece são apenas sugestões. Você está no comando.

Nascer do Sol, Copa

Esse era o nascer do sol em Copacabana às 5:47 da manhã. Uma foto relativamente fácil de fazer, o único problema era que estava ali para fazer fotos de 3 atores contra esse cenário:

Bernardo, Maria e Pedro, contraluz

Todo manual de fotografia comenta que o melhor da luz se encontra nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. É verdade; porém, nem sempre a melhor luz está na posição ideal.

De onde estava eu conseguia enxergar todos os detalhes da cena, desde os rostos dos atores até a explosão solar atrás deles. Nossos olhos são muito tolerantes com grandes variações de contraste, mas sua câmera não…

Ao travar a exposição no nascer do sol, ela jogou todo o restante da foto em densas sombras. Se não fosse pelo refletor à direita (fora do quadro), mal se distinguiria um ator do outro.

Faça a leitura da luz na sombra e descubra que a razão de você estar ali às 5 da matina se transformou em um fundo branco estourado e sem graça.

Você está perdido: não pode mexer a sua posição, a dos atores e muito menos a do Sol, sua câmera não acompanha a sensibilidade dos seus olhos e seu chefe não vai gostar da piadinha: “eu só fotografo com luz natural”, ao receber a sua foto tecnicamente perfeita, porém, inútil.

Usar um filtro como o densidade neutra graduada (ou até mesmo um polarizador) reduz a quantidade de luz da foto, diminuido o alto contraste da cena, mas te joga no mundo das baixas velocidade de obturador…você está sem tripé e os atores não param de se mexer.

A única solução disponível é “jogar” luz nas áreas de sombra, revelando o rosto dos atores e mantendo o obturador em velocidades tranquilas para segurar a câmera na mão.

Para vencer a Física, a Estética solta os cachorros!

Bernardo, Maria e Pedro, contraluz,flash

A foto acima é, na verdade, uma sobreposição de 2 “camadas”: uma com o fundo exposto corretamente e os atores na sombra, e a outra com a área iluminada somente pelo flash.

É a velocidade do obturador que junta tudo. E o flash que separa…

Sua nova exposição terá as 2 variáveis de sempre, obturador e abertura, mas controladas por equipamentos distintos.

A velocidade do obturador dirá quanto da iluminação natural aparecerá na foto, o diafragma, por sua vez, quanto de luz incidirá na área que vc quer iluminar.

Brinque com esses valores e inúmeras opções surgem, não é mais o humor de São Pedro, mas seu gosto pessoal que determina qual a melhor delas.

 Bernardo, Maria e Pedro

Na foto que abre esse post, a minha única preocupação inicial foi a abertura do diafragma. Queria uma que garantisse o foco nos atores e ainda mostrasse detalhes do fundo. Escolhi f/7.1 com a D200 em ISO 800.

 

Com a abertura ajustada, medi a luz na área iluminada do céu, evitando incluir o sol no enquadramento.

O fotômetro zerou no 1/250s, fiz um clic de teste e achei o céu muio escuro, diminui a velocidade para 1/125 e encontrei o tom que me agradava.

Liguei o SB-800, o LCD me indicava que os atores estavam dentro do alcance do flash para a abertura escolhida, mudei para o modo REMOTE em TTL e pedi que um amigo o segurasse.

Em 1/125 com f/7.1, fiz a foto. Coloquei um gel 1/2 CTO no focinho do cão para dar uma aquecida geral na foto, como se pode ver abaixo:

Bernardo, Maria e Pedro, contraluz,flashCTO

Aquela foi apenas uma das possibilidades de imagem, uma ligeira mudança no obturador altera a luz do fundo, uma variação na abertura (ou diminuíndo a potência do flash) controla a luz do primeiro plano.

Criatividade. Liberdade. Independência. Ponto para os cães. De novo.

Aproveite a comunidade aberta no Orkut para obter respostas e conhecer gente nova, coloque sua dúvida lá, já temos 75 (ops!! 77!)pessoas querendo ajudar, e o número não para de crescer.

Boa sorte!

16.8.09

Os cães vão mudar de casa…

…no mundo real eles já mudaram, e enfrentam agora a incompetência generalizada do meu provedor de acesso à internet que não consegue transferir minha assinatura para meu novo prédio, que, curiosamente, fica na rua atrás da minha casa antiga, do meu quarto eu vejo o meu velho edifício…

Enquanto não resolvo esse transtorno, atuo nos bastidores. Peço desculpas pelo sumiço (ainda tive que trabalhar uns dias em Búzios), mas acho que demora será muito bem recompensada.

O que começou como uma brincadeira tímida há quase um ano atrás, tomou uma proporção que eu jamais pude imaginar ou prever.

O blog cresce em uma velocidade difícil de acompanhar e o serviço Blogspot está ficando pequeno para tantas exigências.

Na época que resolvi escrever sobre fotografia, me inscrevi também no Wordpress e mantenho a conta até hoje.

Até o final do mês de agosto, é para lá que vamos, com novo layout, novo nome de domínio e vários serviços que faltavam por aqui, como, por exemplo, um serviço de busca interno.

Como está ficando difícil de responder a todas a perguntas que recebo por aqui, resolvi abrir uma comunidade no Orkut, a I LOVE MY JOB, para que vocês possam se encontrar, trocar experiências e aproveitar a presença de outros fotógrafos para que suas dúvidas sejam sanadas. Eu sou o moderador, mas ela é aberta a todos, aproveitem e usem bastante. Para se ter uma idéia da velocidade da coisa, embora aberta há poucos dias e sem divulgação em lugar algum, já existem 10 membros cadastrados e algumas postagens básicas. Agradeço a confiança e aproveito para dizer que essa experiência tem sido fantástica, já recebi emails que me fizeram chorar de alegria e outros que encheram de entusiasmo, eu que achei que não seria lido por ninguém, agora me preocupo com tanta responsabilidade.

Um próximo passo é montar outro grupo, desta vez no Flickr ou em outro site similar, para que nós possamos mostrar nossas fotos e os resultados do desenvolvimento do uso do flash.

Bom, estou aberto a sugestões e dicas, é só deixar um comentário.

Mas nem tudo são flores, e agora terei que ser um pouco mais sério e duro.

Há poucos dias atrás, alguém retirou um frame do vídeo com as fotos em Paris e usou como foto de abertura em uma comunidade no Orkut sobre a novela Viver a Vida.

Eu preciso deixar bem claro que, embora seja eu o autor das fotos, elas pertencem por contrato a Rede Globo. Juridicamente, só a empresa pode decidir o que fazer com elas. O que vocês veem aqui ou no Flickr, nada mais é do que um acordo de cavalheiros: eu não faço nehuma estupidez e ela me deixa divulgar o meu trabalho (e o dela tb). Difícil é estancar a estupidez dos outros.

Por isso existem prédios lotados de advogados em várias cidades do país trabalhando exclusivamente para a Rede Globo. Se algum de vocês quiser enfrentar essa guerra desnecessária, boa sorte, mas por favor, não façam isso com o meu trabalho. É um desreipeito e, acima de tudo, um crime.

Deu uma confusão danada, quase que tenho que parar de escrever aqui e por pouco não fui obrigado a trocar o nome do blog para “I LOVED MY JOB”. Acho que deu para entender o que disse, não?

É tempo de compartilhar e a própria Rede Globo tem interesse em DIVULGAR minhas fotos, basta pedir pelo canal correto. Não foi a primeira, nem será a última vez que isso aconteceu, mas não podia deixar de expressar a minha indignação e perplexidade com a falta de entendimento desse novo tempo.

Reflitam e boa sorte!

25.7.09

Jogando um cão na parede!

José Mayer

Uma boa dica para ampliar as possibilidades de divulgação durante uma viagem, é tentar produzir fotos “neutras”, que não façam referência ao local onde a novela está sendo gravada. Fotos com Paris ao fundo acabam sendo usadas em reportagens sobre as gravações em Paris.

É um tanto estranho, mas aos poucos você se acostuma com o fato de ter que produzir boas fotos com prazo de validade bem curto. As imagens também envelhecem…

Uma das gravações acontecia nas margens do Sena, na ponte onde o músico do último vídeo toca o seu saxofone.

José Mayer e TaísPara alcançá-la era necessário passar por uma passagem subterrânea baixa e estreita, toda feita de blocos bem claros de concreto. Eu não sabia, mas eles seriam os rebatedores mais pesados que já utilizei.

Eu fotografava o ensaio de dentro da passagem, em cima de uma caixa de madeira, com uma teleobjetiva fechada nos atores. Virei-me para trocar a lente e me deparei com a imagem abaixo:

escada

Da forma como estava iluminada, a escada que dava acesso à passagem formava um padrão de listras muito interessante. Olhei para o figurino do José Mayer e pensei: “Hummm, que tal juntar tudo isso?”

Problema: o interior daquele pequeno túnel era completamente escuro…

Solução: ouvir os latidos dos cães…rsrsrs

Os atores teriam que passar por onde eu estava, então, pedi que nossa assessora Roberta segurasse um SB-800 para mim, já programado no modo REMOTE.

Como a foto teria que ser rápida, não poderia usar tripé nem a sombrinha, mas não queria uma luz dura iluminando o rosto de ninguém.

Enquanto o José Mayer caminhava de volta em direção à escada, ajustei o flash embutido da D200 para commander mode, programei o SB para funcionar em TTL mesmo, com um aumento de potência de +1 ponto.

-“Zé, posso fazer um retrato seu aqui mesmo? Coisa rápida!”

-“Claro!”

Eu não tinha total certeza de que aqulo iria funcionar, mas não custava tentar. Pedi que a Roberta girasse a cabeça do flash na diração da quina entre o teto e a parede da passagem e disparei, rezando para que ninguém descesse a escada naquele momento e que o aumento da carga fosse suficiente para compensar a perda de luz rebatida.

Uma olhada no monitor da câmera mostrou que Alguém Lá em Cima me atendeu:

José Mayer 

Ponto para os cães!

Fico por aqui, boa sorte!!

20.7.09

Eles viraram poliglotas…

Esse vídeo encerra as produções feitas durante a viagem de gravação da novela Viver a Vida. Falta colocar um ou dois posts comentando sobre uns retratos feitos com os cães, mas isso é rapidinho.

Agora já estou tentando produzir um novo material com as cenas feitas aqui nos Lençóis, o pouco que já consegui está bem legal, tem até carro debaixo d´água e manguezal com mais de 10 metros de altura. Eta, país porreta!!

Mais alguns dias e já tem coisa nova por aqui.

Algumas observações sobre o vídeo:

ele começa sem som mesmo…

É um tango eletrônico que ambienta as fotos, de um grupo argentino muito bom: Bajo Fondo.

Por que eu escolhi um tango se as cenas se passam em Paris?

Bom, Pierre, nosso motorista, me disse certa vez que adorava passar um tempo em Buenos Aires porque se sentia em casa: arquitetura parecida, bons vinhos, ótima comida e lindas mulheres.

-Você já esteve no Rio, Pierre?

Ele fez biquinho e disse: “No,no”.

Tadinho do francês…

Bom, deixando a brincadeira de lado:

-na cena com a Alinne Moraes na cadeira de rodas, é praticamente impossível perceber que existe um castelo atrás do lago, sua máquina fotográfica tem o mesmo problema: não consegue registrar uma variação tão grande de luz. Com os flashes eu coloco a luz natural onde quiser, é só variar a velocidade do obturador. Ponto para os cães!

-Olhe novamente revistas como a Caras e Contigo! e observe que a foto que abre a matéria SEMPRE tem o retratado no lado direito. Você vira a página e já dá de cara com a informação que precisa.

A Taís Araújo está no lado esquerdo da foto nos Jardins de Monet, mas um “flip” no photoshop resolve o problema.

Não dá para ver, mas sem o flash os jardins desapareceriam em uma superexposição. Os cães levam vantagem, de novo.

-Não perca tempo tentando aprender sobre posicionamento de luz em filmes ou séries de TV. Para mostrar o que acontece no meio da sessão, o diretor se vê obrigado a afastar as luzes das modelos, o que faz com que uma mega sombrinha de alguns milhares de euros da Broncolor acabe iluminando as costas da Taís Araújo.

Afaste a luz e troque potência por abrangência, iluminando o fundo de suas fotos. Quanto mais perto da modelo, mais controle você tem, é uma consequência da lei do inverso do quadrado, I=1/d2 (eu sei,eu sei..estou devendo um post sobre isso…)

-Mesmo com a mega sombrinha e uma modelo como a Taís, às vezes não dá tempo…vire-se com o que você tem disponível.

Nas fotos com a Taís e a torre Eiffel:

Eu recebi uma pergunta interessante no primeiro post sobre as gravações: “Como é o relacionamento em uma viagem quando outro fotógrafo divide o espaço com você?”

Resposta: estamos todos no mesmo barco, na sessão de fotos, eu recebo um auxílio luxuoso de Fernando Torquatto, ele é quem segura um dos cães para mim.

Veja novamente o vídeo e observe que quando a câmera mostra só a Torre Eiffel, o azul do céu aparece muito bem, enquanto ela viaja para mostrar a Taís Araújo em uma área de sombra, uma superexposição detona o céu.

Só um flash devolve o azul para você, no tom e intensidade que escolher. Ponto para os cães, novamente.

Na foto do José Mayer e Taís Araújo:

Você será obrigado a fazer alguns “bonecos”: fotos dos atores olhando para a câmera como se fossem os personagens.

Enquanto isso não acontece, momentos de descontração e sorrisos genuínos passam rapidamente pela sua frente. Fique atento!

-Um vestido vermelho…uma atriz…um flash…a figurinista também está sorrindo.É contagiante…

-Fale com o fotografado. Ele não tem idéia do que você está fazendo. Nas fotos com o José Mayer, eu peço que ele movimente o rosto na direção da luz e ele pergunta: “É só o rosto, né?”

Não era…e uma mão fora do lugar pode arruinar a foto.

-Mesmo com os cães rosnando na bolsa, não substime a luz natural.

Fico por aqui, espero que tenham gostado. Boa sorte!!

18.7.09

O Canil

Lowe Pro PhotoTrekker Classic

O segundo vídeo que mostrei aqui começava com dois animais: um tentava comentar os equipamentos que trazia na mochila, o outro arrumou um jeito muito convincente de fazê-lo desistir…rsrsrs…

Quando finalmente terminei a gravação, ela durava mais de 20 minutos e tinha o áudio péssimo por causa do vento. Seria inviável colocar aqui.

Em alguns comentários nos vídeos, eu fui perguntado sobre a marca dos tripés, sombrinhas e adaptadores que apareciam nas imagens, pensei que seria ainda mais útil se mostrasse o que eu levo em uma viagem como a da Jordânia/Paris. A idéia não é escrever sobre as características técnicas de cada item, isso você pode encontrar aqui, mas fazer um breve relato sobre o que é necessário para se fazer um trabalho como esse, tanto dentro da mochila quanto fora dela.

Câmeras

Nikon D200

Nikon D200: Sinceramente eu duvidei que ela agüentasse o tranco, mas depois de vários trabalhos realizados sem que nenhum problema ocorrese, ela cativou um espaço no meu coração.

Não importa se debaixo de neve na Áustria ou no deserto escaldante da Jordânia, é tirar da mochila, ligar e se divertir.

Com grip MBD200, ela tem melhor “pegada” e permite clicar um dia inteiro sem sinal de exaustão das baterias. Um cavalo de batalha, dos bons.

Nikon D2h

Nikon D2H: Saindo às pressas de uma final chuvosa do BBB, ela escorregou da minha mão e quicou 3 vezes em uma escada de alvenaria. Minha alma gelou…apertei o disparador e ela continuou clicando, estava intacta. Usar uma dessas é entender porque as Nikon são famosas por sua resistência. Na Paraíba, durante as gravações da minissérie “A Pedra do Reino”, 10 dos seus 11 pontos de foco não funcionavam e levou banhos de champanhe no final das gravações. Grudava na minha mão, mas continuava clicando.

Com apenas 4 Mpixels e de tecnologia “ultrapassada”, ela nos serve como câmera de back-up, como teima em substituir a D200, nunca mais foi usada, mas uma palavra me vem na cabeça quando a vejo: “indestrutível”.

Objetivas

Nikon 17-55 f/2.8

Nikkor DX 17-55 f/2.8G AF-S ED:

Essas letrinhas no nome são abreviações para: rápida, silenciosa e irritantemente nítida.

Usada para fotografar paisagens, fotos de grupo, cenas e retratos abertos, essa objetiva praticamente não sai da minha câmera.

Perfeita para retratos até a linha da cintura, mais do que isso já distorce a face do fotografado. A trava do pára-sol não funciona direito, um leve esbarrão e ele vai para o chão.

Custa um caminhão de dinheiro, mas é um investimento para a vida toda, que se paga com o tempo de uso. Minha resposta quando me perguntam se Sigmas, Tamrons e Tokinas não fazem a mesma coisa pela metade do preço: “Sem dúvida, mas não por muito tempo…”

Nikon 70-200 f/2.8

Nikkor 70-200 f/2.8 G AF-S VR ED:

Use e se apaixone, simples assim…

O bom de se usar uma grande angular como a 17-55 aí de cima é que ela te permite ficar bem próximo dos atores, fazendo desde planos mais abertos, até closes mais fechados.

A parte ruim é que ela te deixa embaixo de um “boom”, um microfone muito sensível que vai levar os “clac”, “clac”,”clac” do espelho de sua câmera até os ouvidos tensos do diretor. Um clique fora de hora é um esporro na hora certa. Afastar-se alguns metros e encontrar uma brecha que te permita fotografar em silêncio é a especialidade dessa objetiva. O “VR” do nome é a abreviação de “Vibration Reduction”, uma tecnologia que permite que, dentro de um estúdio escuro e sem tripés, você fotografe o esperado beijo dos protagonistas de uma novela em ISO 800, f/2.8, 1/10 s e tudo saia sem uma tremida sequer.

É a pedida certa para retratos fechados com um desfoque maravilhoso e para cenas muito longe, ou para quando se é obrigado a fotografar uma onça-de-bode raivosa dentro de um viveiro fechado e ainda ter alguns metros de vantagem para correr se tudo der errado…

Pesa mais que a D200 com grip, meia hora no teu pescoço e o seu queixo encosta no peito, mas eu abandonaria minha famíla por ela…rsrsrs 

Nikon 24-85 f/2.8-4

Nikon AF 24-85 f/2.8-4:

O 2.8 engana facilmente, mas a verdade é que um leve giro no anel de zoom e ela já fecha em direção ao f/4. É lenta e ruidosa quando comparada as demais, mas igualmente nítida como elas. Como a 17-55 fica na câmera o tempo todo, acaba sujeita a quedas e problemas com maior freqüência, uso-a como back-up para a lente principal e uma chavezinha no corpo da objetiva revela uma excelente qualidade: uma função macro capaz de produzir fotos maravilhosas. De um tempo para cá, as três que temos na Globo ficaram temperamentais: focam 1 metro atrás do assunto quando usadas com aberturas maiores que f/4, mas em macro funcionam que é uma beleza.

Nikon 50mm f/1.4

AF Nikkor 50mm f1.4D:

Humm…eu poderia escrever horas a fio sobre essa objetiva. Usá-la é descobrir o significado da frase de Cartier-Bresson: “Fotografia é uma viagem a partir da realidade”.

Leve, rápida, barata (menos de 300 dólares) e nítida como nenhuma outra, acredito que a Nikon fez recentemente um “upgrade” no modelo, essa lente entra em ação quando todas as outras falham, e as supera com louvor. Na D200 ela perde um pouco da mística por conta do fator de corte de 1,5x, que a transforma em uma 75mm, mas o f/1.4 é mais do que um motivo para comprá-la, é uma ordem!

A minha é um amuleto comprado no Nepal que não me abandona jamais, se eu estiver com uma câmera, ela está junto comigo.

Dispensa tripé, flash e qualquer outro acessório e ainda te ensina muito sobre composição, enquadramento e luz. Fotografar com ela na câmera é embarcar em uma aula de fotografia com uma professora sensual e misteriosa. Sem meias palavras: um tesão de lente!

Flashes:

SB-800

Speedlight SB-800:

Sério…eu preciso comentar?:)

Revolucionou a forma como eu encaro a fotografia e é o motivo da existência desse blog. Leve, prático, potente, preciso como um bisturi e ainda sincroniza em qualquer velocidade, se não bastasse, ainda funciona com 4 pilhas AA, fáceis de se encontrar em qualquer lugar do mundo. O compartimento para a quinta pilha foi uma maneira engenhosa de se contornar um problema, pena que não existam pacotes com 5 pilhas por aí…Com o advento do SB-900, sua interface ficou confusa, mas é meu “cão” de estimação. Mesmo com o SB-900 na mochila, ainda me pego usando-o sempre que necessário.

Depois que descobri um adaptador que permite o uso de vários modificadores de luz como beauty dishes, soft-boxes, sombrinhas e panelas, os flashes pesadões de estúdio estão mofando no armário lá de casa. Acho desnecessário dizer que sou apaixonado por eles, tornaram o ato de iluminar muito mais gostoso, rápido e divertido. Não entendo o motivo de não possuírem a informação de pouca bateria no painel e os leds que indicam o modo “remote” presente até no irmão mais novo, o SB-600. Quase chorei quando descobri que a Nikon havia parado de fabricá-los…portanto, corra! Em sites como o E-bay, é possível encontrar pechinchas por menos de 200 dólares.

SB-900

Speedlight SB-900:

Para ser honesto com vocês, eu ainda não tive tempo de ler todo o manual do flash, mas uso-o como se ele não tivesse um. Tem uma interface tão amigável que deixa o 800 e o 600 no chinelo, e a chave que liga os modos “Remote” e “master” no canto do aparelho veio para facilitar a minha vida. É uma usina de força portátil que drena pilhas alcalinas em poucas horas, mas é uma delícia vê-lo em ação.

Consta com o aviso de exaustão de bateria no painel e tem leds que piscam quando o modo remote é acionado, mesmo à distância dá para perceber quando tudo está funcionando como deveria. É o “macho alfa” do canil pelo peso, tamanho e potência, mas ainda sonho com o SB-1000 que, espero, terá a chave seletora do 900 e o botão central do 800, achei meio desnecessário espalhar tantos botões com tantas funções pelo painel traseiro do flash. Resolveram um problema criando outro. Se estiver com 500 dólares sobrando nem pisque, compre-o, caso esteja com o orçamento apertado, o SB-600 é um senhor flash que foi muito mal interpretado, é uma ótima opção pelo valor gasto.

Filtros:

É uma questão de gosto, haja vista a quantidade de opções disponíveis, mas eu uso apenas 3 deles:

Filtro Polarizador Tiffen Tiffen 77mm Circular Wide Angle Polarizer Filter:

O nome impressiona, mas não é nada demais: um polarizador circular cujo diâmetro (77mm) serve para as 2 objetivas principais (a 17-55 e a 70-200) e que é fino o suficiente para não causar vinhetas na foto quando usado com a grande angular. Usado basicamente para fotos de paisagem e em conjunto com esse aí de baixo.

Tiffen 81B

Tiffen 81b:

Tecnicamente falando é um filtro de conversão que reduz a temperatura de cor de 3.500K para 3.200k. É graduado em 5 versões, de A até F, sendo o F o mais potente. Esteticamente falando, elimina o “azulado” das fotos, dando uma aparência mais quente para a pele e paisagens. Uso de vez em quando junto com os flashes, para dar uma aquecida geral na foto. Quando usado com o polarizador, vira um buraco negro na frente da lente, sugando toda a luz que entra e te obrigando a usar um tripé. Sei que dá para fazer o mesmo efeito no Photoshop, mas quando você sai de um hotel às 5 da matina e só volta às 8 da noite, a última coisa que quer fazer é perder horas na frente de um laptop ajustando fotos que poderiam ter sido corrigidas em 5 segundos com o uso de filtros certos. Poupa tempo e te faz acordar melhor no dia seguinte.

Filtro Cokin de Densidade Neutra Graduada( 2)

Filtro de Densidade Neutra Graduada (Cokin):

É uma forma pomposa de chamar um pedaço quadrado de acrílico com um degradê de cinza que vai até a metade do filtro. Esse degradê reduz a entrada de luz na lente e permite fotos mais equilibradas de cenas com grande diferença de luz. Uso muito em paisagens quando o sol está se pondo e preciso mostrar algo de interessante no solo. Para usar o filtro com precisão, um adaptador para o diâmetro de sua lente e um porta filtros da Cokin são necessários. Quebra um galho absurdo, a superfície de acrílico risca com facilidade, mas evita que você tenha que fazer coisas bizarras como um HDR.

Tripé de Câmera:

Manfrotto 055PROb

Manfrotto 055PROb:

Eu sei…eles são pesados e difíceis de carregar, depois de 1 hora caminhando com um nas costas, dá vontade de jogar longe, mas quando surge a oportunidade de usá-lo você agradece a Deus por ter levado um.

Mais do que um simples acessório, eu considero um bom tripé um equipamento vital para a fotografia.

Feito de alumínio e com qualidade italiana, o 055 PROB é um tripé versátil e tem ótima relação custoXbenefício. Sua coluna central pode ser reduzida, deixando o tripé no nível do chão ou colocada de cabeça para baixo e lateralmente, ampliando as possibilidades de foto e melhorando a sua vida em fotos macro.

Eu uso com 2 cabeças: uma com manetes que controlam o movimento em 3 direções (não me lembro o código agora) e uma ballhead também Manfrotto, a 486RC2. Prefiro a cabeça com manetes pela precisão de uso, mas como despacho o tripé dentro da mala de roupas em viagens, a ballhead acaba sendo mais leve e ocupando menos espaço.

Tripé de iluminação e cabeça adaptadora:

Manfrotto Nano01

Manfrotto Nano 01b:

É para cá que os “cães” saltam quando saem da mochila. Pequenos, leves e resistentes, os Nano da Manfrotto são a companhia perfeita para os flashinhos. Fechados ficam com menos de 70cm e abertos alcançam quase 2 metros de altura com a cabeça adaptadora. Não incomodam muito quando amarrados no fundo da mochila, mas seu maior trunfo é também seu pior defeito: pesando menos de 1 quilo, ficam instáveis com a menor brisa, adicione uma sombrinha grande e veja seu flash se espatifar no chão.

Para cada flash dentro da mochila, vai um tripé fora dela. Em viagem fazem companhia ao 055PRO dentro da mala de roupa, junto com as sombrinhas.

Manfrotto Swivel Umbrella Adapter

Manfrotto 026 Swivel Umbrella Adapter (Lite-Tite):

Você trabalha muito, poupa uma grana suada para comprar um novo flash e economiza justamente na peça que irá segurá-lo, carregado, a 2 metros do chão?

Para montar qualquer SB no adaptador da Manfrotto, basta enroscar a sapata que acompanha o flash no parafuso da parte de cima da figura. Retire o parafuso da parte de baixo e encaixe o adaptador na cabeça do tripé.

As bolsas pretas que acompanham os flashes tem um compartimento específico para guardar as sapatas. No SB-900 fica do lado de fora, no 800 e 600 na parte de dentro.

Manfrotto bag Uma bolsa como a Manfrotto minibag mantém 2 tripés com adaptadores e 2 sombrinhas médias bem amararrados e protegidos embaixo da mochila.

A Mochila:

Lowe Pro PhotoTrekker Classic2

LowePro PhotoTrekker Classic:

Tudo que está aí em cima e mais: canivete, um Gretag color checker, caneta, bloco de anotações, cabos USB e de vídeo, carregadores de baterias de câmera, pilhas sobressalentes, manuais de câmera e flash, filtro solar, caderneta de vacinação, fita crepe, tesoura, adaptador universal de tomadas, lanterna Maglite pequena, cabe confortavelmente dentro dessa mochila.

É impressionante a quantidade de coisas que ela é capaz de carregar. Foi comprada a 10 anos atrás e está precisando de um banho, mas não tem um fiapo fora do lugar. Já pegou neve, areia, frio, calor escaldante, água, vento, é arrastada no chão, prensada em caçambas de barcos e carros e se comporta como se nada a afetasse.

Guarda todo o seu material em áreas separadas que você mesmo pode montar de acordo com a necessidade e cabe sem problemas no compartimento de bagagem dos aviões. Está sempre contigo e preparada para ação, foi, sem dúvida, o melhor investimento que eu fiz, protege meu equipamento todo sem chamar a atenção dos “amigos do alheio”. Essa merece uma condecoração pelos serviços prestados…

Algumas coisas que facilitam sua vida e não dá para carregar na mochila:

Botas Salomon

Para fazer fotos diferentes, você vai pisar em locais diferentes. Mantenha seus pés protegidos…

 

 

óculos Rayban …assim como seus olhos.

 

 

 

sapos

Passe a gostar de anfíbios, porque será inevitável: você vai engolir alguns sapos…

 

 

tolerãncia

…na viagem para a Jordânia, havia na equipe beduínos e gente de Israel, Síria, Líbano, Egito, Nova Zelândia, França, Transilvânia (!!), Estados Unidos, Colombia, Venezuela, Kwait, Palestina e brasileiros de todos os cantos e classes socias. Desenvolver a tolerância e paciência com hábitos e culturas diferentes dos seus não só o fará um melhor fotógrafo, como irá te transformar como pessoa, para melhor, bem melhor. A cada viagem que faço minha paixão pelo meu país aumenta consideravelmente, assim como o encanto com tudo e todos que estão fora dele.

Comporte-se bem e seja educado, lembre-se de que és um embaixador de sua cidade e país, as notícias sobre o Brasil não são as melhores lá fora, ajude a mudar alguns conceitos e veja a maravilha que é se relacionar de verdade, sem a ajuda de um computador.

orelha

Você nasceu com 2 ouvidos e uma boca: escute o que os outros irão falar e guarde tudo com você. Deixe as fofocas de lado, concentre-se no seu trabalho.

 

 

 

féTenha fé e pense positivamente. Tudo vai dar certo, mas não seja estúpido: se você falha ao se preparar, prepare-se para falhar.

A Aventura pode ser louca, mas o aventureiro tem que ser lúcido. Organize-se e planeje bem o que vai fazer durante o dia. Tenha sempre um plano B e C na cabeça, muitas vezes eles é que dão certo, e finalmente:

sorriso

SORRIA, sempre! O amor é a única resposta.

 

 

Fico por aqui! Boa sorte!

 
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